Este blog é um espaço de análise e opinião. Da minha análise sobre factos e coisas do dia-a-dia, e da opinião que à cerca delas vou construindo. (antónio casteleiro)           SEJA SOCIAL          PARTILHE este blog           COMENTE individualmente os textos ou passe pelo LIVRO DE VISITAS ...


Home » Viagens

O Meco (ainda) é o que era !

11 Setembro 2007 34.468 views Não Commentado

O que é bom é difícil de esconder, por isso já imensa gente descobriu o Meco… Ainda assim, a aldeia conserva os encantos que lhe emprestaram a fama, e o proveito, de ser um dos locais de veraneio mais alternativos do país.

 “Pacifistas, sonhadores, nudistas, naturistas e amantes da natureza. Pessoas ligadas às artes, à moda ou ao design. Gente que na cidade parecia ter uma boa vida, mas que partiu para uma pequena aldeia à procura de uma vida boa. Ao encontro da paz, do sol, de puras praias e fresco peixe. Foram pessoas como estas e como outras que, a partir do princípio dos anos 80, começaram a dar ao Meco uma aura cool. As características eram ímpares: situava-se perto de Lisboa, mas não demasiado perto, a cerca de 40 minutos, e tinha falésias e praias de difícil acesso e beleza rara, escondidas por entre dunas repletas de vegetação. Um verdadeiro antidepressivo ou estimulante natural.”

O tempo passou, a mensagem espalhou-se e algo mudou. Ligeiramente. O cenário idílico continua lá, só que com mais pessoas, especialmente aos fins-de-semana. Gente para todos os feitios e feitios que nada têm que ver com o espírito do Meco, queixam-se os mais indefectíveis. Haverá aqui alguma verdade, por isso é durante a semana que a aldeia se apresenta na sua serena plenitude.

Aldeia de sonhadores, ao contrário das cidades, onde poucas caras se fixam, as terras pequenas têm um nome, um apelido e várias histórias por cada pessoa.

Nomes, pessoas, caras que não são da terra, mas que se deram a ela e dela usufruem, contribuindo para que os visitantes tenham uma oferta mais ampla e, talvez, mais requintada. O que não quer dizer que sem eles o Meco tivesse ficado parado no tempo. Antes dão-lhe uma alma diferente e é, aliás, esta conjugação entre os forasteiros empreendedores com alma zen e os habitantes locais que empresta à aldeia uma aura especial

Este era por natureza um sítio de pescadores, de gente que procurava no mar o sustento que faltava em terra. Também neste campo diversas coisas mudaram e a actividade quase desapareceu. Mas não se extinguiu. O passado continua bem presente e pode transformar-se num momento de rara beleza.

É habitual ver caras famosas por aqui, mas o Meco conserva uma característica pouco comum: quem quiser ver e ser visto, tem aqui o cenário ideal, mas quem não quiser ser incomodado também… Basta fugir da praia “principal” – Praia do Moinho de Baixo –, caminhar pela areia, ou meter-se por entre os trilhos e ir em direcção a recantos bem menos frequentadas, onde tudo pode ser encontrado como veio ao mundo. Inclusive as pessoas.

É fácil lá chegar, a partir de Lisboa tome a A2 em direcção a sul. Poucos quilómetros depois de ter passado a Ponte 25 de Abril saia para Sesimbra/Azeitão. Siga pela nacional, passe por Alfarim e, depois, verá indicações para o Meco, a 40 km.

Licença Creative Commons   Este trabalho de Antonio Casteleiro, está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em www.antoniocasteleiro.com

   Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Este blog é um espaço de análise e opinião. Da minha análise sobre factos e coisas do dia-a-dia, e da opinião que à cerca delas vou construindo. Sobre o que escrevo, muitos dos que me lerem estarão de acordo e muitos outros discordarão. Não há mal nenhum nisso. Assim uns e outros saibam respeitar uma opinião contraria. Antonio Casteleiro.