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Valores fúteis e inversão de valores !

3 Abril 2010 Não Commentado

Antonio CasteleiroSabemos da vida tanto quanto sabemos da morte. Não nos ensinaram nas escolas sobre dores, falências, desenganos, saudade e desencontros. Somos um bando de despreparados para o enfrentamento dos labirintos da vida.

O resultado é quando entramos na sociedade pós-moderna nos confrontamos diariamente com o predomínio de inúmeros valores fúteis. As pessoas passaram a valer por aquilo que representam, e não por aquilo que são.

Quando se chega a casa de autocarro, vale X.  Se chega num Mercedes, vale Y.

Os shoppings centers substituíram as catedrais. Hoje são os templos do consumo que dão status. Uma percentagem muito pequena pode frequentá-los. Quem não tem possibilidades financeiras nada compra e logo se vê no inferno.

Vivemos em uma sociedade tão individualista que alguns valores estão se perdendo. Com facilidade  e sem qualquer preparação avaliamos os outros  e esquecemos de nós, não respeitando as diferenças, quando deviamos lapidar nosso lado subjectivo, pensando  nas pessoas que nos rodeiam.

Como seres humanos racionais não nos podemos preocupar com coisas fúteis e  sim recomeçar a reorganizar nossos conceitos e valores morais que nos foi passado e transmitido ao longo da vida e deixar de lado toda a injúria que paira em nosso inconsciente.

E uma grande parte da comunicação social, em geral? É terrivel!  Um exemplo entre vários: a TV. Aquele que assiste à televisão durante a semana inteira,  está apto a  tornar-se num imbecil. Aos domingos então o processo de imbecilidade é mais visível. Por todo o lado, existe muitos imbecis  nos comandos da comunicão, das plateias … Tudo isso é pensado visando manipular o nosso eu. Esquemas maquiavélicos que  reduzem a nossa capacidade de discernir. Desse modo seremos presas fáceis nas mãos desses energúmenos.

Até quando fecharemos os olhos para essa cruel inversão de valores? Até que ponto esses desajustes, da chamada era neo-liberal, irão influenciar o nosso bom humor? Será isso mesmo viver feliz?

Não deixemos que as grifes façam de nós pessoas importantes. Sejamos importantes pelas nossas realizações, sejam elas pessoais ou profissionais.

Façamos de nossas TVs  e de alguma comunicação escrita, simples objectos de decoração.    Precisamos reflectir sobre esse processo de pasteurização a que todos nós somos submetidos, enquanto não nos impedirem de pensar de vez, seremos então capazes de transformar os nossos próprios destinos.

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