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O tempo no seu tempo…

14 Fevereiro 2009 104.081 views Não Commentado

Antonio CasteleiroIndependente do que o Homem faça, queira ou não, o tempo passa…

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, principalmente na área médica, o homem só consegue adiar o término de sua caminhada, mas não impedi-lo.

Nessa luta por preservar a juventude e controlar a passagem do tempo, ele esquece de aproveitar o agora, esquece de viver o presente, único tempo real e concreto. Quando o espelho, o corpo e os outros denunciam a irremediável passagem, ele lamenta o que poderia ter feito e não fez, o que poderia ter sentido e não sentiu, a vida que poderia ter vivido e não viveu.

Essa página é um convite a celebrar a vida no que nos resta a experimentar. e fazê-lo com base no real. Não vale a pena viver sonhando e esquecer-se de viver…

Ao atingirmos a idade madura, começamos a ficar susceptíveis à ideia de nossa transitoriedade, temos medo da morte e até a reforma é vista como fim. Fatores culturais e contemporâneos contribuem muito para essa visão nada saudável. Vivemos na era do hedonismo, do culto ao corpo “sarado” e jovem. É difícil envelhecer no ocidente, se meramente aceitam os valores impostos pela mídia e passamos a ver o envelhecer como sinónimo de se tornar inútil.

Se cairmos nesse erro, a vida irá tornar-se uma simples rotina de meras obrigações de sobrevivência e manutenção. Os anos nos trazem sabedoria e experiência, cabe a nós colocar em prática o que aprendemos e a tornar nossa passagem mais prazerosa pelo uso da maturidade adquirida.

“Tudo quanto puderes fazer, ou creias poder, começa. A ousadia tem génio, poder e magia”. ( Goethe )

” As palavras mais importantes na meia- idade são “correr frouxo”. Deixar que as coisas aconteçam. Deixar que aconteçam ao parceiro. Soltar os sentimentos. Permitir que as mudanças aconteçam”. (Gail Sheehy)

Não adianta fugir da passagem do tempo. O importante é lidar com ela sem angústias, lamentos ou culpas perante o não vivido.

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Este blog é um espaço de análise e opinião. Da minha análise sobre factos e coisas do dia-a-dia, e da opinião que à cerca delas vou construindo. Sobre o que escrevo, muitos dos que me lerem estarão de acordo e muitos outros discordarão. Não há mal nenhum nisso. Assim uns e outros saibam respeitar uma opinião contraria. Antonio Casteleiro.