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Nos dias de hoje, muitos dos nossos amigos “virtuais” nas redes sociais partilham diariamente ou com frequência os seus momentos de vida:
Ir para a escola ou para o trabalho.
Fazer compras no shopping, com uma foto no Instagram.
Almoçar ou jantar com amigos, acompanhados de um status no Facebook.
Publicar fotos de família.
E assim por diante…
Observamos que a vida dessas pessoas, assim como a de muitos outros à sua volta, tornou-se mais acessível, rompendo as barreiras entre o que é pessoal e o que é público. O que …
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Vivemos em um mundo onde a rotina se tornou um reflexo da hipocrisia que permeia as nossas vidas. A repetição incessante de atos diários, que deveria ser um caminho para o autoconhecimento, muitas vezes se transforma numa armadilha que nos aprisiona em padrões vazios e sem significado. Acordamos, seguimos um script pré-estabelecido e, sem perceber, deixamos que a vida nos arraste, como folhas ao vento.
A rotina, em sua essência, deveria ser um espaço de reflexão e crescimento. No entanto, ela frequentemente se torna um mecanismo de fuga, uma forma de …
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No nosso dia-a-dia, frequentemente apercebemo-nos daquilo que nos causa dor, enquanto negligenciamos as inúmeras bênçãos que nos rodeiam. A boa saúde do nosso corpo, a comida que temos à disposição, a família e os amigos que nos apoiam, e o privilégio de viver num país com melhores condições de vida do que muitos outros são aspectos que, muitas vezes, passam despercebidos.
Lamentamo-nos das dificuldades que o cotidiano nos impõe, mas raramente enaltecemos as alegrias que também nos proporciona. Existe uma tendência natural para focar no negativo, e a sociedade reflete essa …
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A união que desejamos ver concretizada no mundo não deve ser confundida com a intromissão nas realidades alheias em nome da unidade que almejamos. Muitas vezes, essa confusão leva a que, no âmbito das relações afetivas, haja uma tendência à apropriação do outro, levando à crença de que isso é amor. Em nome desse amor, exigem-se comportamentos específicos, baseados em expectativas criadas, que desejamos ver realizadas para que o nosso vazio se preencha à custa do outro. Espera-se que este se comporte de acordo com o que consideramos ser as …
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Vivemos num mundo de polaridades opostas e, por isso, a nossa tendência é fixarmo-nos num lado ou noutro dessas dimensões diferentes, o que provoca desequilíbrio, uma vez que os opostos devem ser conciliados e harmonizados entre si, em direcção à coluna central que medeia entre essas polaridades distintas.
O equilíbrio traz paz e realização.
No entanto, o ser humano está em constante aprendizagem sobre como viver e, por isso, comete muitos erros que originam sofrimentos diversos. Saímos de um apego e, logo a seguir, ligamo-nos a outro, que julgamos nos libertar do …
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A dor e o sofrimento são partes intrínsecas da vida, assim como os sentimentos e emoções mais positivos, como a alegria e a felicidade.
Num mundo dual, onde as polaridades opostas definem a nossa realidade, a tristeza e a alegria devem integrar o quotidiano das nossas vidas. Não podemos esperar que haja apenas dias de sol, pois a chuva também é necessária. A sabedoria a cultivar será, portanto, a de acolhermos como inevitáveis estas oscilações naturais, se desejamos alinhar-nos com a vida, condição essencial para sermos felizes.
É verdade que o sofrimento …
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Quanto mais diversificadas e numerosas forem as relações entre as pessoas, maior será a possibilidade de crescimento individual, dado que a descoberta pessoal deve ser feita mediante o confronto com outras personalidades.
A actualidade, nas sociedades mais desenvolvidas, alarga esse leque de experiências, revelando um maior impulso evolutivo ao transferir para os grupos sociais e instituições aquilo que anteriormente era incumbência estrita das famílias. Embora possa parecer uma perda de qualidade de vida, a necessidade de recorrer à integração institucional dos idosos e das crianças impele as pessoas a um convívio …
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A grande maioria das pessoas vive ao nível da sobrevivência física e psicológica. Movidos por impulsos instintivos, adaptam-se ao meio, vivendo ao sabor das circunstâncias, procurando furtar-se aos sofrimentos e explorando, na medida do possível, os prazeres que se lhes proporcionam.
O seu comportamento é fundamentalmente reativo, e uma intervenção de outro tipo é difícil de encontrar. Olhando passivamente para o que se lhes depara, procuram apenas corresponder às necessidades básicas para se manterem vivos.
Trabalham para assegurar o seu sustento e o dos que lhes estão dependentes. A diversão que buscam …




